Carta do Governador Aécio Neves, em que anuncia sua desistência da pré-candidatura a Presidência da República em 2010:

. quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
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“Belo Horizonte, 17 de dezembro de 2009.

Presidente Sérgio Guerra,

Companheiros do PSDB,

Há alguns meses, estimulado por inúmeros companheiros e importantes lideranças da nossa sociedade, aceitei colocar meu nome à disposição do nosso partido como pré-candidato à Presidência da República.

Como parte desse processo, defendi a realização de prévias e encontros regionais que pudessem levar o PSDB a fortalecer a sua identidade e integridade partidárias.

Assim o fiz, alimentado pela crença na necessidade e possibilidade de construirmos um novo projeto para o país e um novo projeto de País.

Defendi as prévias como importante processo de revitalização da nossa prática política. Não as realizamos, como propus, seja por dificuldades operacionais de um partido de dimensão nacional, seja pela legítima opção da direção partidária pela busca de outras formas de decisão.

Ainda assim, acredito que teria sido uma extraordinária oportunidade de aprofundar o debate interno, criar um sentido novo de solidariedade, comprometimento e mobilização, que nos seriam fundamentais nas circunstâncias políticas que marcarão as eleições do ano que vem.

A realização dos encontros regionais foi uma importante conquista desse processo. O reencontro e a retomada do diálogo com a nossa militância, em diversas cidades e regiões brasileiras, representaram os nossos mais valiosos momentos.

A eles se somaram outros encontros, também sinalizadores dos nossos sonhos, com trabalhadores, empresários e outros setores da nossa sociedade.

Ouvindo-os e debatendo, confirmei a percepção de um País maduro para vivenciar um novo ciclo de sua história. Pronto para conquistar uma inédita e necessária convergência nacional em torno dos enormes desafios que distanciam nossas regiões umas das outras, e em torno das grandes tarefas que temos o dever de cumprir e que perpassam governos e diferentes gerações de brasileiros.

Ao apresentar o meu nome, o fiz com a convicção, partilhada por vários companheiros, de que poderia contribuir para uma construção política diferente, com um perfil de alianças mais amplo do que aquele que se insinua no horizonte de 2010. E as declarações de líderes de diversos partidos nacionais demonstraram que esse era um caminho possível, inclusive para algumas importantes legendas fora do nosso campo.

Defendemos um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o “nós e eles”, que tanto atraso tem legado ao País.

Devemos estar preparados para responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o País ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres. Nossa tarefa não é dividir, é aproximar. E só aproximaremos os brasileiros uns dos outros, através da diminuição das diferenças que nos separam.

O que me propunha tentar oferecer de novo ao nosso projeto, no entanto, estava irremediavelmente ligado ao tempo da política, que, como sabemos, tem dinâmica própria. E se não podemos controlá-lo, não podemos, tampouco, ser reféns dele…

Sempre tive consciência de que uma construção com essa dimensão e complexidade não poderia ser realizada às vésperas das eleições. Quando, em 28 de outubro, sinalizei o final do ano como último prazo para algumas decisões, simplesmente constatava que, a partir deste momento, o quadro eleitoral estaria começando a avançar em um ritmo e direção próprios, e a minha participação não poderia mais colaborar para a ampla convergência que buscava construir.

Durante todo esse período, atuei no sentido de buscar o fortalecimento do PSDB.

Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, mas não abandono minhas convicções e minha disposição para colaborar, com meu esforço e minha lealdade, para a construção das bandeiras da Social Democracia Brasileira.

Busco contribuir, dessa forma, para que o PSDB e nossos aliados possam, da maneira que compreenderem mais apropriada, com serenidade e sem tensões, construir o caminho que nos levará à vitória em 2010.

No curso dessa jornada, mantive intactos e jamais me descuidei dos grandes compromissos que assumi com Minas, razão e causa a que tenho dedicado toda minha vida pública.

Ao deixar a condição de pré-candidato à Presidência da República, permito-me novas reflexões, ao lado dos mineiros, sobre o futuro.

Independente de nova missão política que porventura possa vir a receber, continuarei trabalhando para ser merecedor da confiança e das melhores esperanças dos que partilharam conosco, neste período, uma nova visão sobre o Brasil.

É meu compromisso levar adiante a defesa intransigente das reformas e inovações que juntos realizamos em Minas e que entendemos como um caminho possível também para o País.

Continuarei defendendo as reformas constitucionais e da gestão pública, aguardadas há décadas; a refundação do pacto federativo, com justa distribuição de direitos e deveres; e a transformação das políticas públicas essenciais, como saúde, educação e segurança, em políticas de Estado, acima, portanto, do interesse dos governos e dos partidos.

Devo aqui muitos agradecimentos públicos.

À direção do meu partido e, em especial, ao senador Sérgio Guerra pelo equilíbrio e firmeza com que vem conduzindo esse processo.

Aos companheiros do PSDB, pelas inúmeras demonstrações de apoio e confiança.

Manifesto a minha renovada disposição de estar ao lado de todos e de cada um que julgar que a minha presença política possa contribuir, seja no plano nacional ou nos planos estaduais, para a defesa das nossas bandeiras.

Aos líderes de outras legendas partidárias, pela coragem com que emprestaram substantivo apoio não só ao meu nome, mas às novas propostas e crenças que defendemos nesse período.
Nos reencontraremos no futuro.

A tantos brasileiros, pelo respeito com que receberam nossas ideias.

E a Minas, sempre a Minas e aos mineiros, pela incomparável solidariedade.

Aécio Neves”

Nota de José Serra sobre a desistência de Aécio Neves da sua pré-candidatura à Presidência da República

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O governador Aécio Neves tem todas as condições para ser o candidato do nosso partido a presidente, por seu preparo, sua experiência política, sua visão de Brasil e seu desempenho como governador eleito e reeleito de Minas Gerais.

É um homem que soma e que, ao mesmo tempo, sabe conduzir com firmeza as políticas públicas. Não é por menos que seu governo é tão bem avaliado e que a imensa maioria dos mineiros o considera credenciado para ocupar a função mais alta da República.

Não me surpreendem a grandeza e desprendimento que ele demonstra neste momento. Os termos em que ele se manifestou confirmam a afinidade de valores e as preocupações que inspiram nossa caminhada política.

Faço minhas suas palavras:

“Defendemos um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o ‘nós e eles’, que tanto atraso tem legado ao país.”

Não somos semeadores da discórdia e do ressentimento. Nem estimuladores de disputas de brasileiros contra brasileiros, de classes contra classes, de moradores de uma região contra moradores de outra região. Trabalhamos, ambos, sempre, pela soma, não pela divisão. Somos brasileiros que apostam na construção e não no conflito.

Quero reafirmar o sentimento expresso pelo presidente do PSDB, senador Sergio Guerra, no sentido da união e da convergência que nos move, de valores e ideais.

Temos o sonho de um país melhor, unido e progressista, com oportunidades iguais para todos. E é nesse sentido que vamos continuar trabalhando. Juntos.

José Serra

Lista dos senadores que aprovaram a entrada da ditadura venezuelana no Mercosul:

. quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
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A FAVOR
1. Acir Gurgacz (PDT/RO)
2. Almeida Lima (PMDB/SE)
3. Aloizio Mercadante (PT/SP)
4. Antônio Carlos Valadares (PSB/SE)
5. Augusto Botelho (PT/RR)
6. Eduardo Suplicy (PT/SP)
7. Epitácio Cafeteira (PTB/MA)
8. Francisco Dornelles (PP/RJ)
9. Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN)
10. Gim Argello (PTB/DF)
11. Ideli Salvatti (PT/SC)
12. Inácio Arruda (PCdoB/CE)
13. João Durval (PDT/BA)
14. João Pedro (PT/AM
15. João Ribeiro (PR/TO)
16. João Vicente Claudino (PTB/PI)
17. Lobão Filho (PMDB/MA)
18. Magno Malta (PR/ES)
19. Marcelo Crivella (PRB/RJ)
20. Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR)
21. Osmar Dias (PDT/PR)
22. Osvaldo Sobrinho (PTB/MT)
23. Patrícia Saboya (PDT/CE)
24. Paulo Duque (PMDB/RJ)
25. Paulo Paim (PT/RS)
26. Pedro Simon (PMDB/RS)
27. Renan Calheiros (PMDB/AL)
28. Renato Casagrande (PSB/ES)
29. Roberto Cavalcanti (PRB/PB)
30. Romero Jucá (PMDB/RR)
31. Romeu Tuma (PTB/SP)
32. Sadi Cassol (PT/TO)
33. Sérgio Zambiasi (PTB/RS)
34. Valdir Raupp (PMDB/RO)
35. Wellington Salgado de Oliveira (PMDB/MG)

NÃO AO METRÔ

. quarta-feira, 25 de novembro de 2009
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de Carla R <>
para
data 25 de novembro de 2009 09:48 assunto

Dia do Não ao Metrô - PROTESTO!

Protesto a favor do Cidadão do Rio de Janeiro: "Convocamos TODA a população a protestarmos de uma forma civilizada contra o péssimo serviço prestado pelo metrô. Sempre com atrasos, vagões sem ar condicionado, super lotação e até mesmo sem luz. Alguma coisa tem que ser feita, não adianta mais ficarmos apenas reclamando uns com os outros.

Temos que agir e logo.No dia 30/11/09, faremos greve de passageiros. Ninguém fará uso do metrô, vamos dar um prejuízo de milhões e chamarmos atenção de verdade das autoridades e responsáveis pelo caos. Já nos sacrificamos todos os dias utilizando este transporte. Então, mesmo que tenhamos que pegar mais condução ou demorarmos mais a chegar em nosso destino neste dia. Precisamos nos mobilizar.

Avise aos amigos, colegas de trabalho, envie e-mails, mensagem de celular, espalhe cartazes para que o maior número de pessoas venham a aderir a esta mobilização. Somente juntos podemos mudar.

Proteste no dia 30/11, do seu jeito, mas por favor, não se cale ! O Metrô chegou com status de transporte de primeiro mundo e hoje... bem, hoje eu sugiro que você tome um trem do Metrô as 18 / 18:30h sentido zona norte para entender do que trata esta mensagem.Não há controle sobre a lotação dos carros a não ser aquela velha lei que todos conhecemos sobre dois corpos não poderem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Será ?Eu não pude fotografar porque estava sem bateria no celular, mas EU VÍ o guarda do metrô empurrando com força para comprimir a galera pra dentro do trem para que a porta fechasse. É isso mesmo, socando as pessoas dentro do trem.

Quase não consigo sair do metrô neste dia e quando consegui, a bolsa ia ficando porque eu passei mas a bolsa foi absorvida pela massa reacomodada de corpos. O que é isso gente !?


O Metrô aumentou o número de trens, todos novinhos, para o seu conforto...Mentira!!! O que fizeram foi retirar vários bancos, pois pessoas em pé ocupam menos espaço! Mais gente apinhada no trem, ganha-se mais dinheiro, ninguém reclama, socamos mais gente, ganhamos mais... e por aí vai até onde a gente permitir.Por que as pessoas que estão alí todos os dias deixam isso acontecer? Ninguém fala nada além do " É assim mesmo..." ... como assim???!!!!!Ví pessoas rindo da cena triste do guardinha comprimindo os passageiros... Que povo é esse o nosso que não reclama, não protesta, não se mobiliza ?

A culpa do mal funcionamento das coisas na cidade não é só do governo...se o povo não reclamar, não mobilizar...continua. Peço desculpas se a minha mensagem incomoda, mas não consigo me calar diante do que ví e ainda agradeço o fato de não ter levado minhas filhas comigo neste "passeio".

EPIC FAIL

. terça-feira, 6 de outubro de 2009
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. domingo, 13 de setembro de 2009
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Mudança

. quarta-feira, 19 de agosto de 2009
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Tudo o que já tinha aqui e mais um pouco, agora aqui: http://contracorrenteza.blogspot.com/

Um mundo correto - Diogo Mainardi 01.08.09

. terça-feira, 4 de agosto de 2009
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Veneza está infestada de ratos. Quatro ratos para cada habitante. Um total de 200 000 ratos. Perambulo todas as noites à procura deles. Olha o rato saindo do tubo do esgoto! Olha o rato atravessando o canal a nado! Olha o rato morto com um fiozinho de sangue escorrendo pelo canto da boca!Eu tenho um imenso respeito pelos ratos venezianos. Um respeito que beira a vassalagem. Eles, por sua vez, me tratam com certa soberba.

Eu entendo. Os ratos venezianos pertencem a uma estirpe nobre. O impacto que seus antepassados –rattus rattus – tiveram no desenvolvimento das artes foi incomensuravelmente maior do que o de todos nós – brasileiros brasileiros – em mais de 500 anos de história.A igreja do Redentor é obra dos ratos venezianos. Melhor dizendo: a igreja do Redentor é obra de Andrea Palladio, um dos mais importantes arquitetos de seu tempo, mas ela só foi erguida para comemorar o fim de uma epidemia de peste, em 1576. Quem propagou a epidemia? Os ratos venezianos e suas pulgas.

Eles voltaram a disseminar a peste em 1630, matando outras dezenas de milhares de pessoas. O resultado foi melhor ainda: para comemorar o fim da epidemia, Baldassare Longhena projetou a igreja de Santa Maria della Salute.

Nos períodos de epidemia, os navios com pestilentos a bordo tinham de permanecer ancorados ao largo de Veneza, em quarentena, com uma bandeira amarela no mastro. Alguns dias atrás, a imagem se repetiu, quando passageiros e tripulantes de um navio proveniente da Turquia foram impedidos pela guarda costeira de desembarcar na cidade, porque as autoridades temiam que eles fossem portadores de gripe suína. As barreiras sanitárias erguidas pelos italianos funcionaram até agora. Ninguém morreu de gripe suína na Itália.

De acordo com as estatísticas da Organização Mundial de Saúde, temos a segunda maior taxa de mortalidade por gripe suína do mundo. Atrás apenas deles – os argentinos argentinos.

Michel de Montaigne passou por Veneza em 1580, quatro anos depois da epidemia que inspirou a igreja do Redentor. Ele associou a peste ao mau cheiro dos canais venezianos, ignorando o papel dos ratos no contágio. Nos Ensaios, ele filosofou que filosofar é aprender a aceitar a própria morte. Nisso ninguém supera os brasileiros.

Nós morremos pacatamente, resignadamente, bovinamente, sem atribuir responsabilidades pelas epidemias, sem protestar contra o ministro da Saúde, sem jogar tomates no presidente da República. No Brasil, falta um Andrea Palladio, falta um Baldassare Longhena. Falta também Tamiflu. Por outro lado, morremos melhor do que os outros. Morremos como Montaigne.

Grafite fala sobre racismo:

. quarta-feira, 24 de junho de 2009
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Conte o caso Desabato...
Mas todos os bastidores...


Vou contar.
Essa história é uma das mais bobas da minha carreira.
Xingar, todo mundo xinga no futebol.
Nós estávamos jogando pelo São Paulo contra o Quilmes pela Libertadores.
Na primeira partida na Argentina eu havia trocado a minha camisa com o Desábato.
No jogo da volta, no Morumbi, a partida estava nervosa.
Eu discuti com um jogador argentino e ele veio tomar as dores.
E já me chamou de "macaco de mierda".
Eu passei a minha mão na cara dele.
Fomos expulsos.
E o Galvão Bueno estava transmitindo o jogo pela Globo.
Ele soube que o Desábato tinha me xingado e fez um escândalo nacional.
Eu não sabia de nada.
Estava para ir embora do Morumbi.
Resolvi ficar por causa do exame antidoping.
Quando vi que não havia sido sorteado, resolvi ir embora.
Percebi que a imprensa estava querendo me perguntar sobre a minha expulsão.
Quando estava chegando no estacionamento eu encontro o delegado Nico (Oswaldo Gonçalves).
Por coincidência nos encontramos e ele me perguntou se era verdade.
Queria saber se o argentino tinha me xingado de macaco.
Falei que sim.
E tudo começou.
Eu contei e foi um escândalo.
Fomos todos para a delegacia.
O Desábato estava folgado, pensando que não aconteceria nada.
E e os jogadores do Quilmes ainda mexeram com a minha mulher.
Quando ele foi preso, viu que a coisa foi séria.
Você o acusaria de novo?
Não. Sabe por que?
No futebol é assim mesmo.
Todos se xingam.
Na Europa também.
Não é certo,mas é comum.
Me arrependi porque no Brasil ninguém tem memória.
Todos querem o escândalo do dia.
Cadê o caso da menina Isabella?
Aqui é assim...
Depois que toda a confusão acabou, eu fiquei abandonado, sozinho.
Tinha de registrar queixa contra ele.
Me indispor, mais ainda.
Ele já tinha aprendido a lição.
E eu estava cansado disso.
Só lembravam de mim no dia da Consciência Negra...
No dia dos Escravos...
No dia dos Negros...
Para mim, uma entrada maldosa é pior do que qualquer xingamento.
E as pessoas nem falam nada quando algum atleta arrebenta o outro jogando...
Resolvi dar um fim nisso.
Racismo é muito mais do que um jogador xingando o outro...
Desisti mesmo...

Fonte: http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/arch2009-06-14_2009-06-20.html#2009_06-16_19_48_06-135376829-0

Gafanhoto e a barbárie - Diogo Mainardi 24/06/09

. domingo, 21 de junho de 2009
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Quando penso em Lula, penso em Kung Fu. O ator protagonista da série de TV Kung Fu morreu num hotel em Bangcoc. Ele foi encontrado dentro do armário, nu, com um cadarço de sapato enrolado no pescoço. Um de seus advogados declarou que ele pode ter sido assassinado por membros de uma seita secreta de artes marciais. Mas o legista que examinou o corpo, Khunying Pornthip Rojanasunand, concluiu que sua morte foi causada por uma "asfixia autoerótica". Para tentar prolongar o prazer, o ator de Kung Fu teria se estrangulado acidentalmente.

Eu já chego em Mahmoud Ahmadinejad. E nos protestos dos iranianos na última semana. E nos manifestantes metralhados pelos paramilitares do regime dos aiatolás. Antes disso, tenho de esclarecer o paralelo estrambótico entre o ator de Kung Fu e Lula. O Mestre Kan, com sua imensa sabedoria shaolin, ensina: "Cada um deve encontrar sua trilha verdadeira e segui-la".

Eu, Gafanhoto, sigo minha trilha. O prazer de Lula é o poder. Para tentar prolongá-lo por mais quatro anos, ou por mais oito anos, ou por mais doze anos, ele decidiu antecipar a campanha presidencial. A manobra é arriscada. A candidatura de Dilma Rousseff, como um cadarço de sapato enrolado no pescoço de Lula, pode conduzi-lo ao êxtase em 2010. Mas pode também asfixiá-lo, privando-o de oxigênio nesse último período de seu mandato.

Lula apoiou Mahmoud Ahmadinejad, negando a possibilidade de que ele tenha recorrido a meios fraudulentos para se eleger. Nesse ponto, foi mais rápido e categórico do que o próprio aiatolá Ali Khamenei, que encenou a pantomima de uma recontagem parcial dos votos. Mas Lula fez algo muito pior do que isso: ele acusou as centenas de milhares de manifestantes iranianos que protestaram pacificamente nas ruas de desrespeitar o resultado das urnas. Ele as acusou de golpismo. No mesmo dia, sete pessoas foram mortas, repórteres estrangeiros foram proibidos de comparecer às passeatas e opositores do regime foram presos.


O peso internacional de Lula é nulo. Esse seu apoio à criminosa ditadura iraniana pode ser vergonhoso para os brasileiros – e é vergonhoso –, mas afortunadamente ninguém escuta o que ele diz. Só aqui dentro faz algum sentido reproduzir e analisar a barbárie de seus argumentos. Porque eles representam o cadarço de sapato enrolado em nosso pescoço, que lentamente asfixiará nossa ideia de democracia, se aceitarmos o jogo autocentrado – autoerótico? – de Lula. Mestre Kan a Gafanhoto: "O galho de salgueiro se verga diante da tempestade, porém resiste".

. terça-feira, 9 de junho de 2009
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Custódio▲ htp://platealta.blogspot.com/2009/05/o-exemplo-do-O autor desse blog anônimo - mais um - que gosta de “caçar pêlos em ovos” (este, especificamente, tem até uma corneta como símbolo), postou entre outras besteiras:“Porém, vejo que trata-se de um bom homem, torcedor do clube, mas sem pulso algum para ser o nosso Fernando Carvalho e mandar a Traffic procurar um time pequeno para sugar o sangue, mandar a W Torre levar sua maquete para a Marginal sem número e mandar todo mundo que se acha maior do que o Palmeiras para o diabo que os carregue.”“Ele é conciliador demais, calmo demais, banana demais.”“O Palmeiras precisava de uma pessoa simplória. Não de um renomado economista, de um poliglota ou de um neuro-cirurgião, mas de uma pessoa que planejasse menos e fizesse mais. “Pois bem. Motivada por essas asneiras, a palmeirense e jornalista Flávia Camargo, resolveu responder ao corneta anônimo, de uma forma inteligente e definitiva.


Se a pretensão é analisar a gestão Fernando Carvalho, o mais prudente é opinar sobre a história narrada em primeira pessoa. O atual diretor de futebol do Internacional concedeu entrevista [perguntas e respostas] à Trivela em 08 de abril/09. Seguem trechos que interessam:Por que o Internacional revela tanto jogador de bom nível? Porque nós temos um trabalho nas categorias de base que é feito com a maior conscientização, dados científicos, profissionais de primeira linha, e a gente cuida muito deste setor. Desde 1996 passamos a trabalhar com planejamento bem avançado, e hoje somos modelo. Ele assumiu a presidência em 2002, mas a reestruturação das bases teve início em 1996, seis anos antes, portanto, da posse. Tai uma informação que eu considero essencial, ponto de partida para qualquer avaliação, e que não consta do texto ‘O Exemplo do Inter’... QUOTE"Aí aconteceu Fernando Carvalho. Não que uma andorinha possa fazer verão, mas a postura do Inter mudou. O time se estruturou no que pode, passou a revelar jogadores em suas divisões de base (Lúcio, Fabio Rochemback, Nilmar, Rafael Sóbis, Alexandre Pato, Daniel Carvalho, entre outros)"Como? Carvalho ‘acontece’ e o Inter passa a revelar jogadores? Assim, do nada? De um momento para o outro, como num passe de mágica...Não. E vale o registro: o zagueiro Lúcio, revelado pelo Internacional na Copinha de 98, não foi formado nas categorias de base do Colorado. Ele já atuava, como profissional, no Gama (DF), desde 96. O volante Rochemback, creio que lá formado, foi revelado em 2000. Ambos, portanto,são revelações anteriores à gestão referida.


O senhor cita desde 96. Foi um período em que estava no começo de uma fase ruim para o Internacional. O que aconteceu de errado nos anos 90?Eu entrei para o clube como advogado, em 1982. De lá pra cá muita coisa aconteceu. Nós tivemos vários embates políticos nesse período, uma turbulência política muito grande em vários momentos do clube, num período em que havia um debate entre Gilberto Medeiros e José Asmuz, duas lideranças que nós tínhamos. Depois com o surgimento do Inter 2000, José Asmuz contra, apoiado pelo Gilberto Medeiros, num primeiro momento, e depois surgimento de um outro movimento de interação. Não sei se isso foi bom ou ruim, em determinados aspectos foi bom, principalmente depois que surgiu o Interação 2000, acho que foi bom o surgimento desses movimentos, porque indicaram de uma forma ou outra um caminho, através da crítica, e o clube acabou se aperfeiçoando. Depois eles se tornaram o poder, não conseguiram ter bons resultados, uma projeção que não produziu avanços para o clube além desses avanços de conscientização e de uma forma de gestão. Então eu acho que, basicamente, neste período, principalmente até o ano de 92, 93, por aí, 94, foi um período de turbulência política no clube. O clube perdeu densidade de conceitos, porque houve praticamente um único grupo que comandou o clube, e esse grupo acabou não avançado em termos de gestãoprincipalmente.


Embate entre duas frentes; rompimento; aliança; poder; conscientização; nova forma de gestão; eleição de um presidente capaz... As semelhanças com a política alviverde não são mera coincidência. Até aqui, trilhamos a mesma estrada. O Inter já está na reta final porque começou a jornada antes. O Verdão? Podemos estimar que em quatro anos...Por que o programa de Sócio Torcedor do Inter e do Grêmio deu tão certo e em outros estados programas similares não?Nós fizemos a partir de 2002 várias ações principalmente de marketing, que não se basearam em campanha, mas em pequenas ações que buscaram trazer o torcedor colorado para dentro do clube, pra fazer com que ele se tornasse sócio. Uma das coisas que nós fizemos foi a visita colorada, ou seja, 25 associados eram sorteados toda terça-feira, vinham ao Beira Rio para fazer uma visitação de quatro horas, terminavam na sala do presidente, e ali durante uma hora faziam críticas, sugestões, pedidos. Quando terminava esse encontro eu pedia para que cada um dissesse se achava que aquela atividade era boa, proveitosa para eles, para que eles indicassem, cada um deles, dois sócios, pra poder participar de uma associação como aquela, desde que estivesse em dia. Além disso, passamos a sortear dois torcedores para viajar com a delegação. Durante a semana, dez torcedores eram sorteados para falar com o vice de futebol, durante os jogos nós sorteávamos a bola do jogo, a camisa do melhor jogador, enfim, várias coisas foram feitas. A partir disso, nós passamos de 10 mil pra 15 mil, de 15 pra 20, daí pra 30, tudo isso aliado ao fato de que o time começava a ganhar dentro de campo. Começamos a modernizar o Beira Rio. A primeira coisa que foi feita sem dinheiro foi pintar o estádio, que ficou com outra cara, com cara de limpo. (...)


55 mil torcedores foram conquistados pelo programa entre o lançamento, em 2002, e a Libertadores 2006. É um número impressionante, atingido pela excelência do trabalho, claro, e que levou quatro anos para ser alcançado. Em 2009? Conta com absurdos 80 mil associados. E o inconsciente coletivo da torcida foi trabalhado, pelo marketing, para apoiar o time. Por quê? Fernando Carvalho responde...(...)Até que na Libertadores da América de 2006, eu me lembro que além de ter o sócio contribuindo e presente nos jogos, era importante ter o sócio auxiliando o time, incentivando os jogadores, e já passamos por várias decisões em casa com derrota, e isso acabava criando uma grande animosidade, então nós contratamos uma agência (agência E21), pra resolver esse problema. Contei essa história, que estou contando aqui para os seus leitores, “olha, nós chegamos na hora da decisão e ninguém acredita que a gente vai ganhar, chega na hora da decisão, no primeiro lateral mal batido já começam as vaias, então, pô, o jogador tem que ter tranquilidade, precisamos resolver isso, e eu quero que vocês façam uma campanha para que isso seja resolvido”. E aí nós fizemos uma campanha, que se denominou “agora é guerra”, e com essa campanha, a torcida começou a vir para o jogo, incentivar o time, associar mais pessoas, e foi uma coisa que foi puxando a outra. Nós acabamos tendo na final da Libertadores 55 mil pessoas, até o final torcendo, incentivando, acreditando. Teve um jogo que foi marcante. Contra o Pumas, a gente estava perdendo por 2 a 0 em casa, uma decisão pra passar de fase, e a torcida acreditou até o final, viramos o jogo no último minuto, ganhamos por 3 a 2. Em cima dessa campanha, eu me lembro que eu mandava torpedo para os associados que tinham celular cadastrado na casa. O Fernandão fazia apelo pelas emissoras, o Clemer, Vitório Piffero. Nós nos mobilizamos de tal maneira que foi construído um inconsciente coletivo positivo.


Nenhuma torcida é responsável pela derrota. O que eu acredito, de verdade, é que uma torcida pode ser, se quiser, corresponsável pela vitória. E o caminho não está nas vaias, está no apoio. Para quem defende a tese com tanta confiança e, há tanto tempo, é importante saber que um dos mais competentes dirigentes do futebol brasileiro compartilha da suposição. E eu não vou esconder que me senti tranquila por pensar assim sem que uma agência publicitária precisasse me vender a idéia. O senhor falou que o Inter continua tendo que vender um jogador por ano. Isso pode mudar?Primeiro, nós não queremos deixar de vender um jogador por ano, isso é estratégico. Nós vendemos o Alex, já tínhamos o Talles, Taison, e já tínhamos contratado o Alecsandro. Já que o Alex estava jogando de meia-atacante. Lá atrás, quando nós íamos vencer o Guiñazu, veio o D’Alessandro e veio o Daniel Carvalho. Então a gente sempre procura projetar com antecedência todas as nossas ações. Agora nós temos o Leo, o Marquinhos, que são atacantes de primeira linha, estão fazendo um trabalho físico especial, então tem que sair alguém pra que eles possam aparecer. Se não for feita a venda, esses jogadores acabam emperrando a carreira, se eles não jogarem eles acabam ficando por aí e não se revelando. A ideia que nós temos é exatamente essa, é continuar mantendo esse sistema. Quanto à parceria, é uma ação de êxito, que nós já fizemos outras vezes, e vamos continuar fazendo. Hoje por exemplo nós temos o D’Alessadro com parceria, Juliano, Danilo Silva, o Nilmar tinha uma parceria com o próprio jogador, e agora acabou comprando todos os direitos dele e tem 20% como parceiro, mas ainda é uma parceria pequena. Então hoje isso é extremamente necessário, mas nós fizemos isso sem perder o mando do jogador. A decisão da venda é sempre do Internacional.


O planejamento do Inter é irretocável e o Palmeiras, sob a direção de pessoas capacitadas para tanto, pode muito bem fazer igual ou mesmo melhor.O Internacional foi campeão do mundo em 2006, depois em 2007 não teve uma campanha boa na Libertadores, e todo mundo imaginou que 2008 seria Desde 2006, o que está faltando pro Inter realizar esse potencial?Bem, nós, a partir da metade do ano passado, houve um grande problema na questão do grupo campeão do mundo. Ficamos na dúvida, vamos desfazer o grupo, vamos manter, ou não, mas aí o jogador já conseguiu tudo, e aí ele não tem mais o mesmo para as grandes competições, e aíficamos naquela dúvida, naquele duplo caminho. Isso acabou nos afetando. Ano passado nós realmente fizemos uma reestruturação no nosso grupo, compramos vários jogadores, o Tite foi contratado, até após a saída do Abel, que pretendíamos que continuasse conosco, mas infelizmente não deu. Com a contratação do Tite as coisas demoraram a se ajustar, mas quando se ajustaram, o Internacional foi campeão sul-americano, enfrentando Boca, Grêmio, Chivas, Estudiantes na final, clubes de primeira linha. Então a gente meio que desaprumou logo depois do Mundial, mas logo depois da metade do ano passado já se aprumou de novo.

Putz, bão que eles passam por uns ‘probleminhas’, vez quando, já que eu desconfio da perfeição. No mais... O exemplo do Inter, grosso modo, é trabalho sério, realizado por gente competente, a longo prazo. E talvez, eu disse talvez, a pressa tenha sido má conselheira, em ações bem pensadas, porém não tão bem executadas, da atual e competente diretoria do Palmeiras. Não há nada, no entanto, que me impeça de acreditar, tampouco que me faça desconfiar, do futuro glorioso que está por vir.

. segunda-feira, 4 de maio de 2009
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. segunda-feira, 27 de abril de 2009
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Sex on the beach

. domingo, 26 de abril de 2009
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. sexta-feira, 17 de abril de 2009
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Sad, but true:

. segunda-feira, 13 de abril de 2009
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Receita para fazer um bom rap

. domingo, 12 de abril de 2009
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1° Roubando bases. Sabe aqueles Raps antigos do NWA, Snoop Dogg, Bone Thugs e similares ? Então, pegue o que tiver a batida mais lenta e roube-a pra você (só a batida. o Flow, jamais). Fazendo isso, tente usar uma voz mais depressiva o possível. Lenta e depressiva. Se der para botar um piano ao fundo melhor ainda. Fale triste e lentamente como se você estivesse acabado de acordar. Um bolero eletrônico...

2° Diga que a periferia é um lugar lindo com gente legal e divertida e que todo fã de Rap é sangue-bom. E que o único problema de lá é a polícia matando moradores. (Não se preocupe, eles acreditarão).

3° Classe-média, O Grande Satã. Rico com carro é ostentador que merece ser roubado. Pobre com carro é batalhador que merece ser elogiado.

4° Use e abuse das contradições nas suas músicas. Coloque até duas em uma mesma letra. Como por exemplo em um momento aparecer criticando os policiais fascistas e sanguinários que matam inocentes para na próxima estrófe aparecer sugerindo uma pena bem pior para quem cagueta ou "dá mole na quebrada".


5° Procure desqualificar toda fonte de informação que não seja o Rap (o seu, claro). Desnorteie o coitado. critique impiedosamente jornais, revistas, partidos políticos, Ongs etc.


6° Tudo que não for feito na periferia e pra periferia não merece respeito. Todos os artistas que tocarem seus projetos sem serem populistas e/ou sem exaltarem uma favela também não merecem. Faça seus fãs esquecerem tudo que já foi feito no Brasil sem um pobre ou um negro incluído.

7° Jamais saia dos anos 90. Não tenha dó de usar os velhos clichês esquerdistas a toda hora. Use e abuse . Critique o Governo, o sistema, os EUA, o FMI, a Coca-cola, o Mac-Donalds etc. Defenda a Al-Qaeda, as Farc, o PCC, o EZLN, O MST. Tente sempre ver o lado ideológico dessas organizações. Todas elas um dia derrubarão o capitalismo tornando nosso Brasil

8° Tenha sempre algumas frases de efeito para os "manos" postarem em seus MSN's e Orkuts. Tais como: "Gerreiro de fé nunca gela". "A vida é louca, nego. E nela eu tô de passagem." "Não joga pérola aos porcos, eles preferem lavagem." Não interessa se elas se parecerem muito com auto-ajuda barata de livro pra adolescentes com depressão. Afinal é só você que eles escutam.

9° Fale sobre o crime. Critique duramente a violência, a banalização da morte e o tráfico de animais. Mas faça isso de modo a excercer um fascínio sobre os mesmos. De modo que o cara que ouve se orgulhe de morar aonde "o bicho pega".

10° Deixe subentendido que faculdade é coisa de playboy. Afinal de contas se o cara virar "doutor" ele passa a ser "robozinho do sistema". Mas faça de modo sutil.

11° Coisas que rimam e que devem ser incluídas em suas letras. Cocaína com esquina. Favela com Sequela. Crack com Baque. Matemática com Prática. Fuzil com Brasil. Periferia com Seria. Inteiro com Puteiro.

12° Fazendo seu clipe. Essa é a parte mais difícil. Você terá que tentar ser lento, depressivo, melancólico, irritante e desestimulante ao mesmo tempo. E tudo isso em 5 minutos. Primeiro, Filme um esgoto ou um cachorro revirando lixo e deixe focado durante uns 6 segundos. Coloque uma introdução de mais ou menos 2 minutos totalmente desnecessária ou constrangedora como aqueles diálogos do "Aconteceu comigo" do GUGU. O resto é você cantando, o cachorro revirando lixo, o esgoto correndo livremente, um barraco caindo, você cantando etc etc etc. Trema bastante a câmera, pra parecer que é difícil filmar num lugar desses.